Categoria Sociedade

porPaulo Teixeira

Pezão quer que padres e pastores ajudem no desarmamento. Desarmar quem?

COMENTÁRIO: A população está desarmada, há 15 anos, por imposição do Estatuto do Desarmamento que foi aprovado em 2003, pela Lei nº 10.826, de dezembro de 2003. Hoje é praticamente quase impossível um cidadão de bem portar uma arma de fogo, visto que a Lei acima referida tornou essa condição muito difícil. Quem, então, o governador do Rio está querendo desarmar, e quais seriam os papéis dos religiosos?

Cá pra nós, isto está parecendo uma notícia com o intuito de atrair a atenção da opinião pública.

(Jornal do Brasil) O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse no início da tarde de hoje (31) que tem conversado com movimentos sociais e líderes religiosos para iniciar uma grande campanha de desarmamento no estado do Rio de Janeiro.

Iniciando seu último ano de mandato no Palácio Guanabara, Pezão afirmou que pretende lançar a campanha o mais rápido possível.

‘A gente tem que fazer uma grande campanha de desarmamento. Ninguém aguenta mais ver tanta arma. É lamentável o que a gente vê no país. Se entra fuzil no país como entra arma de brinquedo‘, disse o governador. ‘Vou trabalhar muito nesses 11 meses que faltam para a gente fazer uma grande campanha de desarmamento‘.

Pezão disse que já tratou do assunto com líderes evangélicos e de outras denominações religiosas, e que deve discutir a campanha com o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, nos próximos dias. O governador também afirma que conversou com entidades como o Viva Rio, a Central ·nica de Favelas e o Afroreggae.

‘Não tenho a utopia de que vou acabar com o consumo de drogas. Enquanto existir consumidor, vai existir fornecedor. Isso é uma chaga da sociedade. Agora, o armamento, eu vou trabalhar muito [para combater]‘, disse. ‘Quero começar rapidamente a fazer isso‘.

O governador afirmou que, desde o início de seu mandato, pede o reforço da fiscalização das estradas federais, para impedir a entrada de drogas e armas no estado do Rio e enfraquecer o crime organizado. ‘A gente paga um preço hoje pela omissão anterior que a gente teve‘.